terça-feira, 22 de setembro de 2015 in

A Face Oculta da Privatização

Veio a público que o novo dono da PT não gosta de pagar ordenados e que, sendo possível, paga sempre o mais baixo que puder. Tal leva-nos a apreciar a política de privatizações levada a cabo pelo actual governo de direita:

Pela nossa experiência laboral todos os portugueses que chegam a chefes são péssimos chefes e patrões, mas por norma os de direita exploram muito mais e tratam muito pior os empregados. São todos maus, mas os de direita têm tendência a ser piores naquelas coisinhas de não pagar as horas extra, cortar nas folgas, esquecer-se das férias. 

Mas a questão aqui é que entregaram um serviço público essencial a um privado sem escrúpulos (nem digo israelita para não ser acusado de anti-semita) por mera opção ideológica, aliás: todas as privatizações deste governo têm sido por opção ideológica parcialmente neo-liberal e parcialmente para partir os dentes aos sindicatos portugueses, pois estes só têm força na função pública porque por norma os funcionários portugueses são geneticamente cobardes e incapazes de defender os seus direitos por medo de serem despedidos, preferem trabalhar mais horas sem receber, ficar sem folga e outras coisas do que perder o emprego. 

Não se podendo ilegalizar os sindicatos, privatizam-se os sectores privados com maior número de sindicalizados e pimba, o resultado é o mesmo. Pois caso se tratasse de uma opção racional e em tempo de crise, não se iria privatizar empresas que dão lucros de milhões.

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